quinta-feira, agosto 31, 2006

Possível
















O campanário se apaixonou pela palmeira e cismou que queria dar um beijo nela. Mas lembrou-se de que ele era de pedra e não podia se mover. Aí perguntou pra palmeira: "você consegue se esticar um pouquinho até aqui?". "Consigo", ela respondeu. "Então estica e me dá um beijo". A palmeira já ia se esticando toda quando se deu conta de uma coisa: "Ah, campanário, como vou lhe beijar? Eu não tenho boca". E o campanário, sorrindo com os sinos escancarados disse: "Me toque com suas folhas e me beije com a sua alma".

quarta-feira, agosto 30, 2006

Pés de planta

Bruna viajou pra BH e deixou a planta dela comigo. Toda vez que eu viajava, o vasinho ia junto. Assim, a plantinha viajou pra Recife, Aracaju, Maceió, Penedo. Hoje ela está maior do que na foto e o vaso ficou pequeno pra ela. Comprei um grande, de barro, comprei terra, só falta brita pra colocar no fundo do vaso. Estou demorando pra fazer isso. Me descuidei um pouco, ela está sentida, mas vou me ligar.

terça-feira, agosto 29, 2006

Oito















Respondendo à convocação da Ana Roccana, seguem oito coisas sobre mim mais uma foto acidental da minha canela que estava guardada há um tempão esperando a hora de aparecer aqui:
1. Acredito que o tempo não passa de verdade: a gente soma no Ser tudo o que a gente vive.
2. Gosto muito de viajar de carro por estradas por onde nunca andei.
3. Fiz quinze anos de psicoterapia.
4. Amo muito a minha família e gostaria de poder passar mais tempo com cada primo, prima, tios.
5. Fico feliz quando me dou conta de que conheci meus quatro avós e que eles eram pessoas maravilhosas, cada um do seu jeito.
6. Tenho dificuldade de fazer coisas sob pressão.
7. Adoro escrever minhas peças, curtir as coisas que invento.
8. Me emociono com muita facilidade.
Passo a convocação para Cynthia e Leonardo. Se puder incluir não-blogueiros, convido para responder nos comments: Tommy, Cidinha, Pedro, Darley, Upa e Adriane.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Aquarela
















Hoje choveu e o mundo ficou com cara daquelas aquarelas que Rugendas fez do Rio de Janeiro. Podia não ter tantas cores, podia não ter tanto contraste, podia nem ser o Rio, mas eu gostei assim mesmo.