sexta-feira, janeiro 05, 2007

Rastros



















Tudo o que passa deixa marca. / E mesmo que a marca / também pareça passar / no passar do tempo, / a ação do que passou não morre / e segue seu caminhar, / gerando ondas que batem, / rebatem em mim, em você / tocam em tudo o que há, / desde aqui, ali, além, / e até onde mais, sei lá...

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Mangue Seco

Mangue Seco fica na Bahia, na divisa com Sergipe. O acesso só é possível por barcos, buggies ou carros 4 x 4 que enfrentem os areais da região até chegar na vila. Dunas móveis cercam o lugar e são controladas pela vegetação rasteira e por "tapetes" de palha de coqueiro colocados pelos habitantes em trechos estratégicos. Apesar da distância e da dificuldade de acesso, o turismo de aventuras se estabeleceu aos poucos na região, de modo que os que ali moram parecem à vontade com essa atividade, adequando-se à ela como lhes parece possível. Gerenciam pousadas e restaurantes simples, vendem comidas típicas nas praias, transportam pessoas em buggies pelas dunas ou em barcos por mangues e braços de mar. Nada de luxo, nenhum espírito de "parque temático" e aí eu digo, felizmente. A despeito de também ali vermos desigualdade e carências sociais a serem cuidadas, o encanto desse lugar está justamente na possibilidade de manter-se sem necessitar dos chamados "grandes empreendimentos" que, se parecem transformar os lugares que tocam em dinheiro, também lhes roubam mais rapidamente a vida, a identidade e o sentido de ser. Tomara que os habitantes de Mangue Seco saibam ir tocando seus dias e se desenvolvendo seguindo seu próprio ritmo, mantendo os vampiros afastados ou, pelo menos, sob algum controle, do mesmo modo que fazem com as belas e ameaçadoras dunas nas bordas da vila.






































quarta-feira, janeiro 03, 2007

Nomes


Nesses tempos do politicamente correto, se eu quiser celebrar uma mulher devo fazer uma homenagem ou uma mulheragem?

Foto da boia salva-vidas do ferry-boat "Maria Betânia".