quinta-feira, dezembro 21, 2006

Folha



















Olhei para uma folha e vi caminhos.

12 comentários:

Ana disse...

Vi um rio e seus afluentes...
Vi as linhas da minha mão...
Vi artérias...
Vi ruas de uma cidade que desconheço...

E fiquei com vontade de virar cigana e andar por estes caminhos!

Ana disse...

Lembrei de uma poesia da Elisa Lucinda e fui buscar um pedacinho:


Linhas da Mão

(...)Olho a minha mão vejo que vou viver
sabendo que mudo de cor
com a fotossíntese.
Que sou planta, céu, inferno, inverno e síntese
desse clarão.
Sou elemento do cosmo
Ao mesmo tempo humano
Ao mesmo tempo noite de verão.

Aleksandra Pereira disse...

Parece a vida. Nós temos uma trilha para tomar, visível, reta, mas por vezes nos perdemos no caminho, tomamos outras direções.

Nada contra os desvios, são úteis quando aprendemos com eles, quando ainda não temos aclarado o que queremos. Mas o que importa é continuar a caminhada.

Keep walking...

Beijo

Felipe disse...

Como se já não andasse por eles já há muito tempo, hem, Aninha? ;-)

Felipe disse...

Que poesia bela!

Casa perfeitamente com a imagem.
E me levou mais fundo ainda nessa viagem de mil caminhos. Obrigado, Aninha.

Beijo

Felipe disse...

Keep walking! Massa a conexão, Alê!
Gosto muito das Micas que a Johnnie Walker anda fazendo, você já deve ter visto por aí. Tenho várias e sempre me chegam dizendo exatamente o que eu precisava ouvir naquele momento. E logo vindo de uma fábrica de whiskies... Caminhos mágicos esses...
Beijão

paty disse...

Ah....e como faz bem a alma e ao coração, vislumbrar caminhos heim Lipe! Que seu natal seja repleto de novos caminhos e que os antigos se renovem para você. Que o Cristo desça do gólgota da nossa mente e renasça na manjedoura de nossos corações.
Lindo natal Lipe!!!
Paz e Luz!

Felipe disse...

Mensagem linda, Paty!
Te agradeço imensamente as palavras inspiradas e te desejo que essa mesma luz continue a te acalentar os sonhos e a apontar as formas mais belas de realizá-los, neste Natal e em todos os anos que hão de vir.
Beijão

Mariana disse...

Você me pergunta
Aonde eu quero chegar
Se há tantos caminhos na vida
E pouca esperança no ar
E até a gaivota que voa
Já tem seu caminho no ar
O caminho do fogo é a água
O caminho do barco é o porto
O do sangue é o chicote
O caminho do reto é o torto
O caminho do bruxo é a nuvem
O da nuvem é o espaço
O da luz é o túnel
O caminho da fera é o laço
O caminho da mão é o punhal
O do santo é o deserto
O do carro é o sinal
O do errado é o certo
O caminho do verde é o cinzento
O do amor é o destino
O do cesto é o cento
O caminho do velho é o menino
O da água é a sede
O caminho do frio é o inverno
O do peixe é a rede
O do pio é o inferno
O caminho do risco é o sucesso
O do acaso é a sorte
O da dor é o amigo
O caminho da vida é a morte

*******
Raul e um beijo, pra tu!

Felipe disse...

Aaaaaaaaaaaah!
Fiquei tronchinho de encantamento!
Mari, que coisa mairlinda!

To precisando decorar esses presentes de palavras que tu e o pessoal andam presenteando. Já pensou? Recitar esses poemas inspirados de vez em quando, em momentos que pedem esse tipo de declaração de plenitude, quando o clima de magia concreta se instaura, com uma turma ou uma pessoa só do lado - ou mesmo com a gente sozinho, com o coração luzindo de vontade de declarar de viva-voz a alegria de se descobrir vivo?

Obrigado, Mari
Beijão pra tu!

Marta disse...

Felipe
Desculpa a invasão, mas entrei aqui através do seu link na caixa de comentários do Indivisível.
Gostei da sua observação - típica sensibilidade do artista ; ) - sobre a folha! Vejo que a sua folha também inspirou os seus leitores... quanta gente linda es sensível!!!!!
É realmente, as folhas são maravilhosas com as suas inúmeras linhas poéticas. Lembrei de um trabalho que fiz inspirada nas linhas das folhas do couve-flor... Tchau!

Felipe disse...

Maior prazer te receber aqui, Marta. Apareça quando quiser.
Fiquei curioso sobre teus trabalhos sobre as linhas do couve-flor. Estão num blog? Tentei te acessar pelo link do teu nome mas não consegui.
Até a próxima!