terça-feira, dezembro 12, 2006

Interferência

Imagens de alguns trabalhos da interferência artística realizada no dia 9 de dezembro nas ruínas da antiga - e bela - fábrica de refrigerantes e cristais Fratelli Vita em Salvador. O evento foi coordenado pela professora Viga Gordilho (que também criou a instalação com os tsurus mostrada na segunda foto), como atividade de conclusão da disciplina Processos Criativos do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFBA. Nas quatro últimas fotos, a aluna-mestranda Renata Cardoso leva adiante o trabalho que mostrou há alguns meses aqui no Liperama, desta vez com a colaboração da atriz Samanta Olm.






























12 comentários:

Aleksandra Pereira disse...

Nossa, muito legal.
Adorei os saquinhos d'água com os desenhos, o que é aquilo? Um kit sereia?

Beijo

Felipe disse...

Pescou bem, Alê! :D

Cada saquinho tem uma imagem de sereia feita em acetato transparente. Legal, né?

Beijo

Leonardo disse...

Legais as sereias!

Paty disse...

Alê, estou tentando deixar um comentário no seu blog e kd que consigo????Uffa!!!Ainda bem que existe o liperama como salvação...rsssss
Viu Lipe, como seu espaço é importante? Serve até de telegrama!rs
Beijoko aos dois.

Aleksandra Pereira disse...

Hoje é dia, Paty. Tentei de deixar um muuuuito obrigada no teu blog, e não conseguia. Agora espiei lá, e chegou o mesminho, 3 vezes!

Lipe, viu só o que essa moça aprontou lá no blog dela? Tô boba até agora!

Beijo procêis.

bia disse...

Muito, muito, muito obrigada.
Mainha coruja.

TARCIO VIU ASSIM disse...

Quanta coisa interessante pra ver!
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Que é tsuru? O nome dos pássaros ou uma tecnica?
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Surpreendente o efeito da máscara com renda. Seduz e repulsa, dependendo do tempo de olhar e da atenção.
-
Abraço apertado!

Felipe disse...

Tinha muito mais coisa, Tárcio, mas eu esqueci de carregar as baterias da câmera e aí... dancei. Não tinha nem onde comprar pilhas por perto.

Tsuru é esse passarinho que se faz dobrando papel naquela técnica chamada origami. O nome tsuru é japonês, não sei o significado, mas deve ser como eles chamam a ave em que se inspiraram para criar essa dobradura.

Gostei da tua análise do trabalho da máscara. É exatamente essa a proposta da Renata, trabalhar esse instante de transição de uma face para a outra, com as memórias da face anterior ainda resistindo. Gosto porque mostra como temos dificuldade de lidar com as mudanças, sobretudo com a idéia de "morte" contida nelas. Mudar é, de certo modo, deixar algo morrer na gente. Encarar isso é bem complicado.

Abraço grande pra ti.

Aleksandra Pereira disse...

Lipe, duas referências de livros ótimas sobre morte e máscaras que sempre consulto são os livros do Campbell, "O heróis de mil faces", e "O poder do mito".

É engraçado que, antes de procurar por qual religião que me tocava mais profundamente, foi lendo Campbell que me senti mais confortável com a idéia da morte. Não sei se por ele abordar histórias de culturas tão diferentes, de fazer a gente lembrar que em qualquer ponto do planeta, as pessoas podem, nesse momento, estarem se fazendo os mesmos questionamentos que me faço, sobre vida, morte, o depois.

Eu mais que recomendo!

Beijo

Felipe disse...

Ah, Alê, que coincidência preciosa! Fiquei ultrafã do Campbell justamente por conta de "O Poder do Mito". Não li "O herói de mil faces", mas está na minha lista.

Junto com "O Poder do Mito", também gosto muito de "O homem e seus símbolos", versão compacta, ilustrada e bastante acessível das idéias de Carl Gustav Jung. Gosto de fazer pontes entre os dois, pois fazem leituras bem peculiares de um mesmo universo.

Que massa que você também curte esses temas! Interessante você tocar no assunto religião dentro desse contexto. De certo modo as leituras sobre mitologia tb me ajudaram a resgatar o sentido da religiosidade em mim mesmo, que andei por algum tempo meio descrente e perdido.

Beijo grande!!!

Aleksandra Pereira disse...

Campbell é mesmo muito bom, Lipe. Ter só tenho mesmo o "O Poder do Mito", esse fiz questão. Os outros fui lendo de empréstimo. Tô namorando os dvd da TV Cultura com as gravações das entrevistas para "O Poder", ainda compro.


Outro livro bacana sobre mitos é "Uma viagem através dos Mitos" por Liz Greene e Juliet Sharman-Burke.
Tem de tudo: Adão e Eva, Rei Artur, Fausto, Sansão e Dalila, Buda, o Minotauro...

As autoras separaram os mitos como fases da vida, e dentro de cada grupo surgem novas ramificações. Sempre um texto de abertura, o mito, e o comentário delas linkando os temas psicológicos dentro das tradições míticas.

E Jung também é muito bom, além de lê-lo como Campbell também o uso para os textos dramáticos, principalmente o "Tipos de personalidade" (e também, de onde tiraríamos tanto material sobre sincronicidade?)

Beijo

Felipe disse...

Tb vi os DVDs do POder do Mito e babei, Alê. Mas são caros, hem? Não digo que não valham, mas é tanta coisa legal que acabo sem decidir e sem comprar nada. Priorizar assim é fogo.

Minha lista de livros massa está aumentando. Ainda que eu não compre vou tentar conseguir emprestado para ler. To curtindo demais tuas dicas.

Desculpa não ter visto que tu continuaste respondendo aqui. Nem sempre to conseguindo controlar as respostas que chegam e acho chato deixar a resposta assim, no ar.

Beijão