sexta-feira, dezembro 15, 2006

Ângulo



















É possível olhar a mesma paisagem segundo mil ângulos distintos. É possível se surpreender com cada um deles. Mas também é possível não crer nessa possibilidade e se contentar com uma única e imutável versão da mesma paisagem.

14 comentários:

Leonardo disse...

Viiiiiidão!

Ana disse...

E é possível passar a vida com "cara de paisagem", sem achar graça em nada...

bia disse...

o que é, o que é?
olhado de longe,
num é hómi nem muié.

Felipe disse...

LEO
A grama do sócio é mesmo sempre mais verde?

ANA
Como será uma "cara de paisagem"?

BIA
Javeh.

TARCIO VIU ASSIM disse...

Na mesma "linha" do teu texto: De vez em quando me pego observando paisagens bem mais simples, uma parede, uma calçada, e vejo que cada centímetro é uma possibilidade infinita de imagens, de texturas, de arte, de composições. Depende do recorte, do ângulo e de nós mesmos.
-
Bjo sertanejo.

Leonardo disse...

Sócio, se a for prá pegar a média anual a resposta é: sim! :-/

[]s

Felipe disse...

Maravilha, Tárcio. É isso mesmo. Estava agora mesmo falando com outros amigos exatamente sobre o que acontece quando a gente focaliza algo, escolhe um tema, um recorte. A partir daí um infinito de possibilidades se abre. Seja pela luz que incide, o tipo de luz, a cor o ângulo, o tamanho do recorte, a posição do olhar, o contexto emocional e por aí vai. Sem falar que o olhar da gente tb vai mudando por dentro: mesmo que nada mude na forma de hoje para amanhã, por exemplo, não seremos os mesmos quando olharmos para um determinado objeto. O objeto de hoje, aos nossos olhos, não será o mesmo amanhã, ainda que seja em si mesmo, porque amanhã seremos outra pessoa.
Cara, isso é o campo da arte, da criação e ele não tem fim mesmo!!!
Massa, né?
Abraço, mano véi e viajante que nem eu.

Felipe disse...

Ahahahah!
Assim não vale, sócio! Tu pegaste ao pé da letra!
Eu nunca vi neve, sabias. Ou melhor, nunca fui apresentado "pessoalmente". Não vou dizer que queria que nevasse no Nordeste, mas tb não nego o meu fascínio por essa imagem de "Natal Branco" que a TV e o cinema americanos vendem tão bem.
Mesmo sabendo que o frio é de lascar, um dia vou passar o Natal em algum país do hemisfério norte pra curtir esse outro lado do gramado. :)
Abração

Aleksandra Pereira disse...

Lipe,
estava ontem justamente pensando nisso, dessa beleza de Natal gelado que nos foi sempre vendida pelos filmes, pela TV. Não digo que seja melhor, mas é uma experiência que ainda quero ter, pois parece mesmo outro mundo. Acho que essa mudança drástica que a cara da paisagem pode oferecer com a neve inspira a entrar no clima natalino, essa coisa de estar junto, perto do fogo ou do calor das pessoas, estreitando laços...

Aqui também é assim, claro, amamos os nossos, mas com o calor que faz na época do Natal não dá para ficarmos assim, tão fisicamente fraternos (já estou imaginando o Leo pensando besteira desse último ponto, mas tudo bem).

Beijo

bia disse...

Calma, calma, amigo, amigo....rsrsrs
eu só estava falando do pequeno detalhe que, mui integrado à paisagem, não é peitão nem pintinho, nem forte, nem fortaleza, só.... paisagem! Olhando de longe, tudo é outra coisa!

Felipe disse...

Pois eu pensei que era uma adivinhação, Bia. :)

Felipe disse...

É verdade, Alê.

Acho que é essa curiosidade inata da gente, de conhecer, descobrir, experimentar as coisas. O mundo é tão grande e cheio de coisas. E é aí que entendo o tédio do Léo: uma coisa é visitar o frio e a neve, outra é conviver com isso por três, quatro meses a fio - sem ter opções. :(

E o que me admira ainda mais é que, mesmo com esse calorão todo, a gente aqui parece ter muito mais disponibilidade para se tocar e se abraçar do que o pessoal de lá do hemisfério norte, não sei se estou enganado.

Beijão pra ti

Aleksandra Pereira disse...

mas o povo aqui é mesmo mais próximo e fraterno, Lipe, independente de clima, região. é uma coisa muito boa do o que é ser brasileiro, ou latino, não sei. Mas esse calor faz tão bem...

beijo

Felipe disse...

Verdade, Alê.
É uma coisa boa, mesmo, que temos.
Não sei de quem herdamos nem como isso acabou marcando a gente, apesar de tantas histórias tronchas através dos séculos.
Bjão